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 | MUNDO CAMINHANTE | Nov 26, 2004 |
O Caminhante Ele segue... Desde antigas eras, entre erros e acertos, sempre seguindo. Tem o porte dos viajantes incansáveis... Carrega em si a poeira das estradas eternas, onde cada partícula de pó é a lembrança das vidas sucessivas... Pequenas ilhas de paixão e fome de viver... Traz o olhar acurado dos que aprenderam a enxergar... Longe Seu passo é firme e resoluto... Carrega na mochila sua vontade inquebrantável... E um relicário onde leva pedaços de alegria e prazer, de beleza e felicidade, de sabedoria e fé... O próximo porto nunca tem nome... Revela-se apenas depois das curvas do dia a dia. Seu destino é a paz que advém da experiência... Ele não teme a dor, mas respeita o medo. Não rejeita a experiência, mas conhece seus meandros. Conhece as trevas, mas segue a luz. Respeita a dor, mas só se compromete com a harmonia. O caminhante segue... Mas aqui de passagem neste sítio ele se revela... Refaz-se de suas andanças, descansa de suas batalhas. Renovando... Sua fé. Para depois... Seguir o seu caminho.  AO PAI DESCONHECIDO HEY MEU PAI AGORA OUÇA-ME SIM, VOCE QUE NUNCA ME OUVIU SE UM DIA ALGO POR MIM SENTIU ENTÃO PAI POR HORA ESCUTE-ME ME LEMBREI DE TI NOS DIAS FRIOS E TE DIGO ESTE SOU EU MEU PAI AQUI SEMPRE ESTIVE E AINDA ESTOU ENTÃO OUÇA-ME...VEJA QUEM SOU. PAI, AO MENOS UMA VEZ, OBSERVE-ME, E TENTE ME SABER COMO EU SOU POIS PRA VOCÊ EU QUERO EXISTIR QUERO QUE OLHE E ME RECONHEÇA MAS, OH PAI VOCÊ NUNCA ME VÊ E HOJE MEU PAI, NÃO TE QUERO MAIS... MESMO SE PARA VOCÊ NUNCA EXISTI. PORÉM SAIBA QUE ESTE AINDA SOU EU.... E NADA PODE MUDAR ISSO MEU VELHO NEM AS SUAS ATITUDES EGOISTAS OU MESMO A FALTA QUE SEMPRE SENTI POIS NÃO HOUVE “NÓS” NESTE QUANDO NEM O CALOR DE UM ABRAÇO SEU E NEM SEU OMBRO PRA MEU PRANTO NÃO ESTA ENTRE MINHAS CONQUISTAS NEM EM MEUS TRAÇOS NO ESPELHO EU BEM SEI QUE ISSO NÃO É TUDO MAS SINTO FALTA APESAR DO SEU NÃO MAS SAIBA QUE GRITAREI BEM ALTO PARA O MUNDO “EU NUNCA TIVE PAI!” PAI... PARA VOCÊ EU NUNCA EXISTI ENTÃO ADEUS... MEU PAI...ADEUS AGORA EU VOU, PRA LONGE EU VOU LONGE, DO QUE VOCÊ AINDA É. MAS PAI QUERO QUE VOCE SE LEMBRE INEVITAVELMENTE UM DIA VOCE SABERÁ QUE EMBORA NÃO TENHA TE CONHECIDO EU NUNCA, MAS NUNCA, TE ESQUECI ENTÃO PAI,UM DIA, SE DEUS HOUVER SEUS OLHOS E OUVIDOS SE ABRIRÃO E EU TE DIREI “ESTE SOU, MEU PAI” ENTÃO QUEM SABE PAI...ME RECONHECERÁS  I.D. (Entidade) Deus Mas há de se ter olho de ver Para escolher querer ir ou não ir A única certeza... "saber é dever”... Esta súbita ciência já por si só É na prática cotidiana, falível Onde o dever? Se a vontade é pó Mas me pergunto por que não? Se eu for só por mim, o que serei eu? E se não for agora, quando então? Quem é o tal espírito que diz ser eu? Será em nome dele... Que devo? Ou seu obsessor explícito sou eu? Há de se viver o ser..para entender O que há por detrás da I.D. (Entidade) Se saber é dever... Melhor não saber Mas quando antes chorei desertos Foi mais por sede do que missão Sede insuportável, de vida e acerto Amarrei-me ao perdão sem dor Com os delicados laços da boa vontade E neste cordão atei nós de amor Dos fanáticos eu comi a sabedoria Pois desde eras o meu nome era fome Eles foram de antropofágica serventia Senti então o gosto do pão fraterno Nutritivo a toda alma, e fiquei sem fome E vieram bênçãos sobre meu inferno E neste gesto percebi um modelo Velado sob meu fraco sorriso... Porque não? Como um sinal, um selo! Desviei da idéia do “Eu não quero” E morre o “Não” sob um sorriso cristo E a tal paz move a idéia do “Eu quero” Se doutrinado o impulso da idéia “Não” E sua presença quase nefasta Morrerá... Sim...justo por meu perdão Questão de mera sobrevivência... Se a vontade sou eu, o “Não” é meu, Mas não é ele a minha essência Se dos espíritos preciso da luz E não de muletas desculpas ou álibis Sou o que mereço e disso faço jus E se tal luz no caminho eu imprimo Em tudo o que faço ela já é padrão Pois só e unicamente assim me redimo Me lembro, um dia Deus me visitou! Num dia de decepção e de tanta dor, E com uma caixa ele me presenteou. Belo relicário de aspecto vítreo E lá dentro havia um anel de ouro Onde se lia “Sou o seu livre arbítrio” Era obtuso meu entender então Mas mesmo lento pude compreender Tais eram as sutilezas do perdão Vêem-se luzes brilhantíssimas Morrerem sob a luta e a ambição É fácil absorver tais máximas... Somos tão livres para ascender Somos filhos... De todo o livre arbítrio Deus no deu o que e como entender Hoje sou dono meu “sim” e meu “Não” Habitam eles, dentro deste meu relicário Antes da reação há sempre a minha ação Ele... O Deus único..altíssimo ...o tudo O soberano, o logos... Sim.. Ele sabe Que aqui hoje eu o fiz de escudo Sou dele, deste arquiteto do universo Embora eu seja ínfimo e rebelde Um pequeno grão de areia, disperso Sou eu, parte desta divina argamassa Da matéria prima do grande artífice. Minha humanidade pertence á sua graça Como pequena e fraca faísca solitária E desejando apenas ser mais luz Para aquecer minh`alma refratária Mas eu também posso ser Deus! E querendo então ser um Serão os milagres todos meus? Assim se eu vou ou não vou... Com Deus decido eu... Se quero ir... E disto resulta o Deus que sou... Então é simples, por força e vontade Eu sou o ato, ação... Eu sou Deus!!! E determino aqui minha verdade Pequeno ser na construção do eterno Sou sim, sou não, sou um, sou mil Sou alma... Levando longe seu Deus interno Um andarilho dos mundos, um cigano... O ser de I.D. (Entidade) caminhante Homem de matéria Deus... Sem enganos E já não espero eu os erros do que sou Existo e mesmo falho, o ser Deus assumo Programo, desvio, concerto e seguindo vou Eu sou o espírito... A carne...o sentido O velho homem, o humano compulsivo Na matéria confusa preso pela libido E sou livre da mentira acadêmica Sigo o cerne da alma, espírita, erudito Enamorado da verdade polêmica Sou no vulgo espiritista anti-ritualista Um mero sopro do amor de Deus. Uma I.D. (Entidade) do amor simplista Texto-Helio Rubens
|  | GRAFITTAGEM E OUTROS |
|  | Pulsa
Pulsa a cidade dentro do homem Corre o tempo versus movimento Cobre de cimento todo sentimento Que nervos aflorados consomem
Pulsa idade desde o antigo sêmen Engole, lenta e voraz o momento Vive dos lamentos sem contento Noites solitárias o corrompem
Pulsa a vaidade diante do espelho Morre o vento, seduz o linimento Tornando opaco, impulso e intento Resta no reflexo um estranho velho
Pulsa a vontade, acendendo o lúmem Encobre o medo, dinamiza o evento Renasce a semente com novo sustento Nalma a calma cresce além do gérmen
TEXTO: HELIO RUBENS
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 Dalí do Sonho de Hélius E do cerne da terra Gritam formas esquecidas Almas velhas e saltitantes Entre o zênite e o poente Vão caminhando sonolentas Carregando suas muletas Por estradas tão antigas Os cães, atrás vão latindo Para o passado das estrelas E pede-se que não escape Mão delicada no olhar, possível O risco feito em barro-carne Traço do abismo inteiro, exato Cegos dançam com pés sadios, Com sapatilhas de vidro e arame Nos abismos do barro primal Choram saudades e azuis E ali Dalí se ergue então Se faz forma, se faz ovo Em mãos de treze loucos Gênios do submundismo Habitantes do que penso Submissos à catarse Do ego que sou eu. Mas dez enlouqueceram E tornaram-se um só arco-íris Hoje três gênios insistiram Um para o abismo saltou Outro para a caverna voltou O último, um quase néscio Indeciso, na beira estacou Dalí os via como eu via O que ainda ocultavam Em suas idéias imorredouras E suas muletas protetoras Seus véus indevassáveis Num retrato alado o sorriso de Gala Imóvel dentro e fora da realidade A bela e dourada brotando das dunas A criatura do artista alçando vôo A soberana do deserto incorrigível Como arrogante inspiração do artista Num paroxismo esperado Lembra desde sempre a sanidade E a estrada do destino eterno Onde fomos ambos redimidos Enfeita-se de histórias e cantigas E abriga criaturas fantásticas Bebendo traços e poesias A revelação vem sempre do alto E nas dunas... Gala...sorri. Acordei hoje com a saudade já instalada, há uma compreensão vívida, lúcida dos dias passados, tantos dias, tantos anos, estou mergulhado nesta reflexão, encerrou-se uma época, minha mãe foi uma grande guerreira, honesta, batalhadora, auto-suficiente, deu a luz a sete filhos, adotou-me logo depois de nascer meu irmão Edson, (que nasceu com necessidades especiais), e que quando eu contava com 10 anos, tomou sob sua guarda uma menina chamada Vera, que viveu conosco até se casar, após a minha adoção ainda deu a luz a mais dois filhos, ao todo ela criou praticamente nove filhos. Esta mulher é Dona Lourdes, um exemplo do “ser mãe”, alguém que neste vastíssimo mundo me amou incondicionalmente, ao longo de minha vida eu sempre tive um medo profundo de perdê-la, eu sempre tive pavor só de pensar em como seria minha vida sem ela, mesmo sendo eu ausente e disperso pelo mundo, este amor que emana dela sempre foi uma espécie de farol, estive ao longo destes meus 45 anos em situações periclitantes, mas sempre que me sentia desamparado, cansado ou acuado, lá estava a imagem dela me fortalecendo, me amparando mesmo a distancia, mesmo sem ela saber que o fazia, lá estava ela, em meus pensamentos, encravada em minha alma, me incutindo coragem e força. Ela foi minha luz, minha guia pelas estradas do mundo, onde voluntaria e involuntariamente estive várias vezes por um fio, mas mesmo nas horas mais difíceis ou naquelas que eu não tive qualquer controle lá estava ela, dona Maria de Lourdes Abrahão pinheiro, o simplesmente Lourdes Abrahão como sempre foi conhecida. Hoje eu escrevo isso para poder manter, fixar sua imagem sorrindo, amorosa, conversando com tranqüilidade e com humor sutil e certeiro que era só dela. Eu sei que ela estará sempre presente através deste amor e desta ligação com que fomos presenteados, eu, meus irmãos e a todos que tiveram o privilégio de privarem um tempo com ela, sei que um dia se meus méritos nesta jornada me permitirem eu estarei de novo com ela. Hoje apenas a saudade antecipada tolda minhas lembranças dela, ao contrario do que eu imaginava, eu não estou desamparado e sim plenamente amparado pelo tempo que privamos de sua força, seu amor e sua sabedoria, espero do fundo do meu coração que esta nova jornada que ela iniciou a eleve sempre através do progresso para o caminho da fonte primeira que é Deus eterno, D. Lourdes, minha mãe, obrigado por nunca desistir de mim... obrigado pelo amor incondicional do qual eu bem fui testemunha... Com amor... de seu (escolhido) filho... Helio   | Mutação | Nov 24, '10 12:35 PM for everyone |
 De repente tudo ficou assim Meio feio, meio senil E quase nada restou no fim. Onde se perdeu o fio? No ar rarefeito da mesmice? Não há promessas, só um bulício Onde, oculto... Há um não como atavio Deste reflexo partilhado sua face fugiu E por aí seguiu... Foi-se... Afoita Voltando depois, aos trambolhões. Ah, tonta e revoluta face? Não contavas com esta conclusão Com esta tesa e tão estóica mágoa Viva em toda a sua negação Há um grande “não”... tatuado... No lado esquerdo de meu peito. Mas frases... Ah... São tão poucas São quase engodos travestidos Sem final... Sem monta No fim, só um acerto de contas Mas imperativo se faz Que tal mágoa descanse Onde a ternura completa sua ronda E seja o rancor tão “Nonsense” Quanto a dissolução do carinho Aí talvez... E só aí... Talvez Relembraríamos a caminhada E talvez a cumplicidade Seja em mutação... Mais do que carinho Uma amizade compartilhada Os passos seguem Os passos chegam Os passos conduzem Os passos determinam Os passos do ego identificando-se... Os passos do eu para dentro e do eu para fora... Novamente Os passos me levam até você Os passos te levaram a mim Os passos agora são dois... Lado a lado Os passos são quatro, e um caminho Os passos são regidos pelo destino Mas só obedecem ao livre arbítrio O passo eu, o passo ele, o passo nós, o passo Deus O passo drible do Kaká, ou o passo pensante de Karl ou Kant... O passo fim... Viagem de khama, kaos, karma ou simplesmente... O “ka” de um último pistoleiro... valei-me Nossa Senhora dos Passos! Ou Santa Eugenia Feodorova do Bolshoi.... nos passos de uma bailarina cisne Ou os passos meus que me trouxeram... Tão longe Longe do menino caminhante que eu era... Os passos levam, os passos leves... Os passos são identidade... Os passos da gueixa, Os passos do hipopótamo, Os passos do maratonista, Os passos do suricato Os passos da ginasta Os passos pedem luz.... Mas não temem o escuro... Sobem , descem, viram, pulam e continuam Os passos que se dizem neste escrito Passos lépidos Passos vacilantes Passos rápidos Passos dançantes Todos, passos.... e tão soltos Podem seguir ao léu, podem ser meus, podem ser seus... Os passos são subordinados... São recados fugidios de uma trajetória... São meus objetos de doação... Pois... Hoje... eu dei um passo... Passos são veículos... São amantes do sapato... Inimigos do escorregadio São filhos dos pés Netos do cérebro Bisnetos do destino Tataranetos de Deus Passos são passos... e neste passo O passo melhor... sou “Eu” Olhe para este caminhante com a doçura que lhe é inerente sábio mestre O tempo voa a roda gira, e a vida passa... Ouça com indulgência, esta minha prece Pois meu nascimento nada mais foi do que um ciclo inicial desta mudança eterna. Ouça então a minha prece, Pois se esta roda que gira aqui é sua obra... Ouça então a minha fala... Eu sou o caminhante que sempre serviu ao seu caminho e seus desígnios, sem medo nem arrependimento que maculasse sua vontade, embora nem sempre meus atos fossem de seu agrado pois junto á sua vontade deste-me também a minha liberdade. E esta é a minha verdade, e esta verdade é complemento da sua, se falhei contigo de alguma forma possa seu olhar de perdão sarar meu coração envergonhado, e que este favor seja feito... Embora eu não esteja em merecimento... Possa sua luz amparar-me no caminho erguendo-me da escuridão das coisas do mundo, que este favor seja feito... Embora muitas vezes eu tenha fechado meus olhos à sua luz. Então que eu me cerque de sua luz agora, e que eu me preencha em energia, e siga... E quando eu estiver sedento abençoa-me com as águas das fontes que sempre colocas em meu caminho Se eu estiver faminto... Alimenta-me com a confiança do viajor, que advém da aceitação de seu caminho... Possa a vida com que me presenteou ser minha alavanca para mundos melhores... E que eu não tropece no cumprimento desta trajetória. Posto ser minha alma que revive uma centelha de sua própria existência, então, possa eu guardá-la e protegê-la como uma jóia e que sobre ela eu deite o meu melhor... E que sua visão sobre esta manutenção seja amável sempre... Pois um dia estarei eu também nos campos aprazíveis no final do caminho... E ali encontrarei os amigos perdidos... e que eu os chame pelo nome e possam eles responder com clareza a este chamado... E que eu esteja tranqüilo ali... E não leve até ali tarefas inacabadas... E sim conclusões acertadas... Pois este é o caminhante que vive bem, que ama os seus e respeita os caminhos. E que como todo caminhante deve ao tempo... Este deus belo que rege o caminho... Responder com habilidade a esta jornada. E que isto eu também conclua, pois como um caminhante eu respeito sua roda, e peço-lhe paz para equilibrar os meus passos... Boa vontade para abraçar com transformação meus amigos e também meus inimigos... E que haja luz para enxergar o caminho e confiança para que meu olhar não se perca de ti... Senhor dos eons... E que este favor me seja feito... Assim seja. Texto: Helio Rubens Olhar á frente Definindo outra expressão para um antigo princípio... Esquecer Olhar à frente E deixar de lado as rosas secas em um jardim já há tanto tempo abandonado Olhar à frente Um raio de sol atravessa a linha tênue, mas ainda presente de uma saudade Olhar à frente Tantos rostos, tantos olhares voltados ao seu inevitável recuo, à sua negação Olhar à frente E ver-se com prazer neste ato, pele, toque, lábios... Abraços... E delicados arrepios Olhar à frente Os braços abertos em plena soltura abraçando o desconhecido... Sem medo Olhar à frente Desfazendo-se do impulso de buscar... Apenas seguir e observar com inocência Olhar à frente E saber que o ato de continuar é de sua total e irrestrita responsabilidade Olhar à frente Bendizendo os seres que um dia partilharam contigo esta sua longa estrada Olhar à frente E em vez de desejar... Aceitar.... Em vez de rogar... Confiar na retidão que fecunda Olhar à frente Deixar ir o que é de ir.... Deixar entrar o que é de entrar e abraçar ao que veio Olhar à frente E saber que tudo que aqui e agora está ao seu redor é certo e por isso é bom Olhar à frente E descobrir-se, aprendendo a se amar para se permitir ser amado Olhar à frente Com o olhar de uma criança que nunca julga e por isso aprende mais Olhar a frente Um mundo de pessoas reais, de sentimentos genuínos doando em igual medida Olhar à frente E descobrir o prazer de ser humano nesta terra e realizar-se como tal Olhar à frente Sempre para não perder o bonde, para alcançar o horizonte do que é novo Olhar à frente E descobrir-se face a face com o amor.... E aceita-lo com entrega... Confiante Olhar à frente E simplesmente seguir com a doçura do caminhante que sempre respeita a sua estrada Olhar à frente Para ir... E deixar ir.... Para conscientemente seguir celebrando o desconhecido posto que seja novo E para sempre... Olhando á frente  É como se estivesse viajando para longe... e só...muito só Dia após dia , e sinto as paisagens desaparecendo atrás de mim Sim, sinto a falta de algo, e acho que sei bem o que poderia ser Muitas vezes o amor me fez esquecer de mim mesmo Por isso o amor e ódio andam juntos nesses enlevos Quero estar junto, ser forte, rir e chorar, mas... Junto Oh sim meu rapaz... é assim que se toca essa nota É preciso entender que se está vivo e pulsando Por isso digo... Grite... Afaste... Detone Ou simplesmente crie um hay-kay Que possa expurgar esta lágrima Suspensa em seu olho É bom dançar na chuva, sim igual ao que Gene Kelly fazia Vamos dançar assim , pés descalços no barro , rosto aberto à chuva Talvez aí eu possa encontrar um tiquinho de romance Sim ali...junto do melhor que há em você e do que há em mim Quem sabe tomar banho juntos durante horas e esquecermos de nós Engendrando assim um cenário mais claro Do que o que nos impõe à destruidora metrópole E sua avassaladora continuidade Mas agora os seus pensamentos são como motosserras Cortando a vontade, a possibilidade que seja E isso meu querido pode machucar... E desmontar o belo que há em tudo isto
Por isso continuo seguindo o que meu olhar vê ao longe Tentando definir se minha liberdade é boa ou má Ou se isto é apenas o espectro intruso que a falta produz Lançando-me aos ventos torpes do acaso Cara... Tantas coisas poderiam ser para nós, possíveis e agradáveis Tipo ...soltar-se...livres pela estrada desconhecida Pois eu já não posso ser aquele que você deseja ver Não porque eu sou mais... Mais do que essa imagem que você criou Vou pintar meu auto-retrato Na superfície lisa de uma rocha à beira mar Com pigmentos fósseis e areia monazítica Para que você não se esqueça Que eu existo assim E que isso faz parte do que sou E na areia... Te escreverei uma carta de amor A qual perfumarei com a brisa noturna E sob a luz da lua cheia Eu te sentenciarei á liberdade Quem sabe talvez aí Você descubra Minha maneira De amar você
A IRA DIVINA IRROMPE DEPOIS DA OFÍDIA ESPERA COMPORTAMENTO DE RISCO ENRAIVECIDAMENTE HIRTO A HEMICRANIA COMBUSTIVA FLAGELANDO MINHA CALOTA E O CÉREBRO AINDA FUNCIONA PENSANDO, PENSANDO, PENSANDO E O FONE NO OUVIDO JÁ INSENSÍVEL ESCUTANDO ESCUTANDO ESCUTANDO “AGUARDE UM MINUTO EM ALGUNS INSTANTES UM DE NOSSOS OPERADORES IRÂO ATENDÊ-LO” MESMO TRÊMULO ENSAIO PRAGAS DESCONSTRUO O SORRISO E O TRANSFORMO EM UM RICTUS MEU VULCÃO DEIXOU DE SER MITO E O GRITO ERUPÇÃO EXPLODE DERRAMANDO A RAIVA ATIVA O MAGMA INCANDECENTE DA IRA DESNUTRINDO TODA A CALMA RECONECTANDO SISMOS INTERNOS QUERO CORRER, GRITAR, ATROPELAR PESSOAS E IDEIAS QUE CISMAM EM SORRIR EM UM “ENTENDO SENHOR” QUERO O COURO DA OPERADORA O INCENDIO DO TELEMARKETING OPÇÃO-01-SE DESEJA ASSASSINAR A OPERADORA DISQUE 13 OPÇÃO-02-SE DESEJA ENVIAR UMA CARTA BOMBA DISQUE 66 OPÇÃO-03- SE DESEJA MANDAR UM EBÓ PARA A FILHA DA PUTA QUE TE ATENDE DISQUE 7X7 OPÇÃO -04- SE VOCE QUER TER PAZ DE ESPÍRITO EMBRULHE TODA A PARAFERNALIA TECNOLOGICA EM UM SACO EMBEBIDO EM GASOLINA ATEIE FOGO, ESQUEÇA O VALE DO SILÍCIO, BILL GATES, ESQUEÇA TUDO O QUE VOCE JÁ CONSUMIU EM ELETRÔNICOS E VOLTE PARA SUA CAVERNA. UM DIA FOMOS CHIMPANZÉS... E ÉRAMOS FELIZES... “NÓS AGRADECEMOS A SUA LIGAÇÃO” Ater-se Ao aqui, ao agora... Cru momento Imerso na realidade Imagem vívida Da cidade imensa De um país enorme Em um planeta sem fim Tantos rostos Tantos tipos Tantas terras Tantas línguas E tudo tão... Humano. Sem sonho Ou fantasia Apenas esta imensidão De vidas várias Pulsando Crescendo Exigindo Sempre E aqui eu então Sou apenas eu Teco de euzinho Pendurado eu No mapa da cidade Na memória das idades Eu mero átomo da evolução Penso no todo E não há senso Ou sentido Sou um tolo Se achando muito Ao escrever Esta nota Mas sobre o que não se mensura Não se determina ou interpreta Deus não se diz não se traduz O um, uno o começo e o fim Deus... Vive-se, enfim... Pois se Deus não está Então Deus somos... E agora é assim Deus mákron Eu míkron... Ele ícone Eu átomo Eu deus Eu sol Eu pó ele só Deus  | FASTIO | Sep 27, '10 12:20 PM for everyone |
Fastio Aqui neste canto Engulo o nada romântico Canto de um quase fastio Sem graça, sem encanto Sem qualquer nota Sem cântico Bebo eu do bêbado véu Esperando acalanto A poesia extrapola sua cota Me esfola me embola Em jorros semânticos Dos vômitos gramaticais Inspiro quântico Expiro ante cantos De notas primais Bocejo versos infindos Versos assim De amor... Sem espanto  | Acordar | Sep 23, '10 3:39 PM for everyone |
O primeiro olhar é branco, teto, paredes, móveis... No silencio deste cenário um canário canta embaixo da roseira... Da pequena janela há de se vislumbrar um mundo em atividade... Carros, aviões, operários em construção, o mundo pulsa O cenário já é conhecido, velho, desgastado, mas o meu olhar é novo... Há uma euforia rondando o possível, embora os passos sejam lentos Na rua a senhorinha japonesa sorri um bom dia de três mil anos Retribuo... Mas o meu... Ah, tão romanesco... Na esquina um carro atravessa o sinal vermelho... Ouço a freada brusca como um rasgo atravessando a paisagem... Não me altero... Sorrindo dou bom dia... Mas, este tão simples... Tudo esta em seu lugar... Nada fora... Tudo é complemento O mendigo me cerca... ”quer comprar um reloginho?” Sorrindo penso... Cadê o tempo? Não há... Já estou atrasado... Mas em meu sorriso eu guardo uma eternidade de possibilidades E o tempo então é meu amigo... Meu Deus preferido Acordei, de acordo com a vida Mas o que me fez despertar mesmo foi à satisfação... De estar aqui e agora, de ser e gostar de ser uma peça deste cenário... Sentir-se vivo... E não perder nada... deste “Agora” Pois se o universo um corpo me deu, então que eu habite-o por inteiro... E viva a vida... E que nela, feliz sejamos... Amém!  Helio: Elemento químico de número atômico 2, da família dos gases nobres (símb.: He) [Us. na refrigeração de reatores nucleares, para inflar balões e dirigíveis, em anúncios luminosos, para diluir oxigênio no equipamento de respiração para mergulhos, com fins terapêuticos etc.]- Fonte: Houaiss Helio: Complemento lúdico do arcano três, oficina da alma onde a beleza é a matéria prima, onde se dilui o escuro sob o fogo do cavalo 66... Helio: Vontade férrea, onde a natureza do átomo se faz fé pela força do pensamento, entidade luz do desejo dos Deuses, onde o verbo se fez forma preenchendo os eons... Helio: Humano voraz, viciado em existir, multifacetado para uma melhor expressão, quantos Hélios cabem em um olhar, em suas lágrimas correm experiências, em seu sorriso cabe um Deus... Helio: Apolo, desbravando os céus, sua luz é a cura do futuro, é ordem, harmonia e tranqüilidade, seu fogo roubado traz discernimento queimando as ilusões... Helio: Substancia primeira, Nome-Deus que a existência concedeu, verbo e força manifestando-se sempre sobre o caminhante dando-lhe luz ao olhar, para na estrada caminhar... Helio: Elemento volátil, erguendo mundos, voando pelas planícies, pleno de amor, ás vezes quasar, ás vezes galáxias, ás vezes simplesmente... Helio Uma aliança se deforma e do beijo incapaz a premonição vem atrás, O medo a gosto... Num hospital caro, o velho engenheiro, descobre que seu dinheiro é seu desamparo, A solidão a gosto... A velha tia de raro carisma sente na hemicrania, contundente o inevitável sofisma, O aneurisma a gosto... A vizinha ressentida sente-se preterida, quer a do outro, e não a sua vida A inveja a gosto... Um homem que diz já não amar, com um calmo olhar, assiste o outro desabar A decepção a gosto Outro deseja sumir, talvez deixar de existir, quem sabe assim na dor se extinguir A angústia a gosto Uma cidade sufoca, o ar embota, quando a seca da estiagem em tudo toca A poluição a gosto Cães, que nos sonhos se instalam, mordem e ladram, símbolos, que de proteção falam O inconsciente a gosto E no fio do medo um amigo caminha, embora seja cedo, Para desvendar o enredo Desafios a gosto... Dias longos, noites insones, no ouvido um eterno gongo, os sinais de um “milongo” Obsessão a gosto... Uma mulher de talento redescobre o casamento, e semeia flores no cimento... Uma paúra a gosto... Outra qualquer sente a loucura inverter a razão, temendo o seu ouro perder A ganância a gosto... Um garoto chora, amadureceu antes da hora, agora no espelho a vaidade não colabora A realidade a gosto... Uma mãe já tão vivida, nas dores, tão aguerrida, percebe no filho uma oculta ferida A intuição a gosto Um homem tranquilo sai para se distrair, enquanto o outro, de tristeza sente seu sono se evadir O inevitável a gosto... Um olhar distante chega, á tristeza indiferente, vê a beleza do cavalo de fogo num ariano ardente Surpresa a gosto... Como Alceu em seu versinho: Na 1ª, mais cansado que sozinho, na 2ª, tarde demais para ser sozinho O mundo gira a gosto... O cotidiano se revolve no olhar velho que o envolve, enquanto aos poucos a dor se dissolve Resignação a gosto... Um mendigo dança o xote, enquanto o verde olhar da menina da lanchonete parece um trote Tudo vive a gosto Um convite a tudo imanta, alivia o peso na garganta, o flerte de um estranho quase espanta Mudanças a gosto Um andarilho escreve sobre agosto, pensa em desgosto, mas a vida lhe dá como troco... Um novo gosto.  | Cristina | Aug 23, '10 2:35 PM for everyone |
 Cristina Que saudade enfezadinha Da amizade e do carinho Do olhar da amiga minha Nesta cidade aqui sozinho Ansiei por sua companhia E chorei lágrimas de vinho Ando pelas ruas vizinhas Lembrando de cruzes e sapinhos Lembro-te em cada esquina Enquanto Sigo meu caminho Em tudo há o seu nome, Cristina |  | A primeira verdade Eclosão de cores e formas, de fragrâncias delicadas e texturas elaboradas, a grande mãe parindo o aconchego saudável da terra, e a presença elegante do orvalho feito estrelas líquidas na manhã... A primeira verdade é a beleza de tudo o que é vivo, e ela pulsa...enchendo de vida o que até agora pouco parecia tão mesmo. Abra os olhos...e a primeira verdade surge...um deus belo ...feito de promessas....de esperança...
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 | A roda | Aug 19, '10 1:49 PM for everyone |
 Um estalo... e as engrenagens voltam a rodar...no sentido horário seguem novamente lubrificadas, a mente quieta, os sentidos alertas, a força preenchendo, olhos sempre á frente, Janelas e portas se abrem, se fecham e voltam a se abrir ... a poeira da acumulada desfaz-se em nuvens rumo ao esquecimento...rostos, nomes, e acenos...surgem aleatoriamente...a seiva da preservação volta a percorrer os vasos desidratados do amor próprio...a máquina da auto-preservação solta primeiro, um ruído rouco...depois estabiliza-se em seu velho e conhecido ronronar...as cores voltam ao eixo...e o movimento do giro traz ao olhar as paisagens de um novo tempo...carregando consigo...a esperança...a tensão desfaz-se em soltura...o mundo gira...o tempo corre...o coração bate...há luz e há sombras...mas no eixo da força que a tudo conduz...a coragem é a eterna companhia...um novo dia esta nascendo... E o louco ...está em paz com o movimento da roda.  | Guestbook | |
 | OI MOÇO,OBRIGADO PELA AJUDA QUE TEM ME DADO.E SEJA BEM VINDO TBM NO MEU PEQUENO MUNDO.RSRS.ABRAÇAO. |
 | Have a relax week end..:-)  |
 | demorou ...mas te encontrei...com sua licença rapaz... |
 | Hope u will hv a great and relax week end..  |
| Muitas felicidades. Parabéns. |
 | Olá! Agradecido retribuo a visita! Volte sempre. |
 | retribuindo o abraço e a visita!! obrigado |
 | Felicidades........los Juegos Olímpicos para Brasil........Un saludo |
 | Hola Helio, thank you for your invitation! Tom |
 | Helio, bem vindo. Mts bjs azuis melódicos. inté+ Janaína. |
| Feliz Aniversário, Hélio! Grande abraço!
Caio Eduardo |
 | Valeu Heio adorei teu manisfesto,,,, assino embaixo
thankyou for your visit! |
 | Encantada de recibirte en el mio. |
 | Gracias,por permitirme visitar tu sitio,como una amiga bien recibida.Muy amable por tu parte.Saludos |
 | Thank you sooo much Helio, for your congratulation!!! I realy like that from you! Hope you have a wonderful time. |
 | Hélio, adorei suas músicas! Gostou das minhas? Volto outra hora pra ver as fotos, ... Gostei de ver Ubatuba... Abraço |
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